Maratona de Londres 2011

Durante todo o último dia  17 (domingo), as ruas de Londres foram tomadas por uma enxurrada de corredores, profissionais e amadores, que toparam o desafio de encarar os 42 km da 31ª edição da Maratona de Londres. Os competidores foram separados por categorias (elite feminina, elite masculina, cadeirantes e o povão!rs) e as largadas foram dadas entre 9h e 9h45 em pontos diferentes do Greenwich Park (de acordo com as categorias).

Levando-se em consideração a hora, a distância entre a minha casa e o Greenwich Park e o tanto de gente que deve ter ido para as bandas de lá (o que significa transporte lotado), nem preciso dizer que não me arrisquei a sair da minha linda cama pra ver a largada. Tampouco consegui ver os atletas de elite, cujos primeiros colocados terminaram a prova em apenas duas horas, alguns minutos e pouquíssimos segundos. Mas fiquei super feliz em saber que o brasileiro Marilson Gomes dos Santos terminou o trajeto em 2h06min34s, ficando em quarto lugar e marcando presença num pódio dominado por quenianos.

O primeiro lugar da maratona 2011 ficou com Emmanuel Mutai, seguido por Martin Lel e Patrick Makau, todos do Quenia. Fechando o pódio, o etíope Tsegaye Kebede, campeão em 2001, faturou a quinta posição.

Mas, se a preguiça não me deixou ver a elite, o dia ensolarado me animou e dei meu jeito de ir conferir os quilômetros finais da massa!

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CONFERINDO DE PERTO

Cheguei nas imediações da estação de Embankment por volta das 15h e logo senti o clima da maratona. Os corredores exaustos mas super felizes, a torcida dando a maior força, crianças, familias, balões, fantasias, tudo tão organizado. Amei! Quero correr no ano que vem! (Ai, meu joelho defeituoso!rs).

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De lá, eu e meu flatmate Zeljko seguimos acompanhando o circuito até a linha de chegada e a medida que íamos nos aproximando do final, pudemos notar que alguns corredores já vinham caminhando ou se arrastando. E nesse momento a força da torcida foi fundamental. E nem me refiro aos grupos organizados das instituições de caridade torcendo por seus representantes ou aos familiares e amigos dos corredores. Falo dos “transeuntes” como eu. Pessoas que saíram de casa só pra acompanhar a maratona e dar o apoio. Juro que cheguei a me emocionar com algumas cenas de pessoas que vinham se arrastando e a torcida começava a dar força: Vai Fulano de Tal! Não desiste Beltrano! Você está quase lá!! (A maioria veste camisa com seu nome na frente acredito que  justamente pra interagir com a torcida!).

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Nossa! Me arrepiava só de ver o esforço. E tem gente que corre por certas instituições, como por exemplo de combate ao câncer, levando mensagens pessoais do tipo: É pra você pai ou mãe! (Deduzi que a pessoa deve ter perdido o pai ou mãe e resolveu apoiar uma instituição de caridade que cuida de pessoas com câncer). Achei emocionante!

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ORGANIZAÇÃO

Outra coisa que não pude deixar de notar foi a organização. Tudo muito bem sinalizado, postos de atendimento espalhados por todo o  percurso (isso é básico em maratonas, mas achei legal!rs), policiamento adequado ao volume de pessoas na área e, é claro, instruções devidamente respeitadas! Se não pode seguir em um sentido, vai ter que dar a volta no quarteirão e ponto final. Na tentativa de tirar uma fotinho, eu até parei no meio da escada da Hungerford Bridge (passarela que liga Waterloo e Embankment), mas logo levei uma chamada: Can you move please! E como boa brasileira também tentei usar uma passagem temporariamente interditada devido ao número de pessoas, passando “de ladinho”, mas não teve jeitinho brasileiro e tive que dar a volta no quarteirão!!

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Também foram disponibilizados caminhões para guardar os pertences dos atletas. Funcionava assim: cada um recebia uma bolsa plástica com seu número de inscrição, onde deveriam colocar seus pertences. Ao final da competição, depois de receber a medalha por finalizar o trajeto e uma segunda sacola com alguns brindes, comida e bebida, bastava cada um se dirigir ao caminhão sinalizado com seu número de inscrição e recuperar os itens entregues no início da competição. Tudo pareceu estar fluindo perfeitamente tranquilo! Achei o máximo!! Já estou louca pra treinar para o próximo ano! Vamos ver se eu me arrisco mesmo...

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1 comment

  1. Minha primeira corrida para caridade: Race For Life | Blog Brazuka 8 August, 2016 at 00:21 Reply

    […] O bom desse tipo de corrida é que não existe nenhuma obrigação. Você pode fazer seu próprio ritmo seja correndo, trotando ou até mesmo caminhando. Eu fiz uma mistura de corrida e caminhada e gostei do mesmo jeito. Além do lado nobre da coisa, também gostei muito do desafio e acho que vou adotar a corrida aos pouquinhos. Quem sabe um dia não rola uma maratona de Londres? Maratona que, por sinal, também é utilizada por corredores como outro grande evento para arrecadar fundos para instituições de caridade (como contei aqui). […]

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